Publicação de Bísaro.
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Ainda na Rota das Estrelas
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Publicação de Bísaro.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Estrelas Michelin, um pouco de história
As estrelas Michelin estão na moda. Mas, esta moda, não é assim tão recente.
Decidimos investigar, um pouco, sobre as estrelas Michelin, e descobrimos algumas curiosidades:
O Guia Michelin é um guia turístico publicado pela primeira vez em 1900 por André Michelin, um industrial francês co-fundador da Compagnie Générale des Établissements Michelin, fabricante de pneus mais conhecida como Michelin. O objetivo de André era o de promover o turismo para o crescente mercado automobilístico.
Está presente na maioria dos paises europeus e em vários no mundo todo. O Guia é publicado em duas cores sendo que cada uma delas tem uma aplicação diferenciada.
Os guias vermelhos
É o guia de referencia de hotéis e restaurantes. Impresso com o máximo de segredo e com tiragem desconhecida, este guia é o mais respeitado do mundo1 e premia os melhores restaurantes classificando-os com estrelas (de 1 a 3) e que representam o sonho ou o pesadelo de qualquer chef. Ganhar uma estrela do guia significa a ascensão do restaurante e de seus chefs ao passo que perder uma delas pode levar até a uma tragédia como a do chef Bernard Loiseau que se suicidou em fevereiro de 2003, com um tiro na cabeça aos 52 anos, desesperado com o rumor de que seu estabelecimento perderia a classificação de "três estrelas" no Guia Michelin.
Os Guias Michelin vermelhos são cada vez mais numerosos e diversos. Em 2006, 12 guias vermelhos citavam mais de 45.000 hotéis e restaurantes em toda a Europa e em Nova Iorque (desde 2006). O guia vermelho é publicado para a França, o Benelux, a Itália, a Alemanha, a Espanha e Portugal, a Suíça, o Reino Unido e a Irlanda e as principais cidades da Europa como Paris, Roma e Londres.
Um novo guia vermelho é dedicado à cidade de Tóquio em 2008 e já conta com 8 restaurantes "três estrelas" entre mais de 150 "estrelados".
Os guias verdes
O guia verde é um guia turístico que se concentra no patrimônio natural e cultural por região. É publicado para todas as regiões da França e para a maior parte das regiões da Europa.
Os Guias Verdes são coleções de guias voltadas para atrações e pontos turísticos. É a opção ideal para quem deseja aproveitar o tempo livre para aprender mais sobre o local e enriquecer sua cultura de forma prazerosa.
Mostram a seleção dos mais belos locais e atrações turísticas da região, cidade ou país - com informações sobre gastronomia, tradições, festas e mais.
Os critérios levados em conta são: a reputação do local, a riqueza e a importância do seu patrimônio do ponto de vista histórico, a beleza, a estética, a autenticidade, o charme, o atrativo do lugar, a estrutura, a manutenção, a qualidade do atendimento e a assistência ao turista.
Além disso, o Guia Verde também traz mapas geográficos, cadernos práticos com endereços de hospedagem com diferentes preços, além de opções de alimentação, programação noturna, dicas de compras, guia de esportes e lazer, eventos, entre outros.
Como é elaborado o guia:
Os inspetores Michelin são selecionados e treinados para analisar anonimamente os estabelecimentos (o que pode significar mais de 800 visitas por ano, todas pagas pela organização do guia), verificando a qualidade e a regularidade dos serviços prestados.
Todos os serviços dos estabelecimentos, bem como sua infraestrutura é indicada por meio de símbolos. Além disto, o Guia Michelin ainda descreve como é a atmosfera e o ambiente do hotel ou do restaurante.
A premiação:
Antes de ser premiado com sua primeira estrela, o candidato recebe quatro visitas por inspetores.
A segunda estrela é concedido após 10 visitas de inspetores nacionais e franceses.
A terceira só é alcançado após o exame minucioso de inspetores internacionais.
O guia divide os restaurantes e hotéis em categorias, e receber uma estrela significa que ele é muito bom dentro de sua categoria.
Duas estrelas representa uma cozinha excelente e vinhos de primeira classe.
Três estrelas, o que há de melhor: culinária excepcional, refeições divinas, vinhos idem e, juntando o serviço maravilhoso a isso, a experiência no local deve ser singular.
Mais informações:
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Portugal no guia Michelin 2014
Hoje damos-lhe conta de uma notícia do fugas (Público) sobre os restaurantes portugueses com estrelas Michelin para o ano 2014:
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| Restaurante Casa da Calçada - Amarante | 1 estrela Michelin | cliente da Bísaro, ST |
"O dia começou frio e chuvoso em Bilbau, mas a noite está a revelar-se pouco mais do que morna, atendendo às novidades que a edição 2014 do Guia Michelin trouxe para Portugal. As classificações acabam de ser anunciadas numa cerimónia que está a decorrer no Museu Guggenheim e o que se pode desde já concluir é que do "céu gastronómico" criado pela marca de pneus em 1926 caiu uma estrela portuguesa. Mas há também duas novas a brilhar na parca constelação lusa.
Quase a completar 20 anos com a classificação de uma estrela no influente Guia Michelin, o São Gabriel deixa de figurar na edição de 2014. As mudanças de proprietário e de chef no decurso deste ano poderão ter ditado este desfecho, uma vez que os inspectores apreciam muita a estabilidade dos restaurantes. Leonel Pereira que chegou ao restaurante em Março e que tem desenvolvido nos últimos anos um trabalho de qualidade reconhecido pelos meios gastronómico, acaba por sair penalizado devido a estas circunstâncias.
Nos antípodas deste cenário está Miguel Laffan, o chef que há dois anos e meio dirige a cozinha do hotel L'And Vineyards, inaugurado em Abril de 2011 nos arredores de Montemor-o-Novo. Com motivos para sorrir de novo está também a equipa do Eleven que, ao fim de três anos fora da lista, faz regressar a Lisboa a estrela perdida em 2010, elevando para três o número de restaurantes da capital que partilham a mesma classificação. As restantes distinções mantêm-se. Apesar da presença na cerimónia dos cozinheiros Dieter Koschina do Vila Joya e de Hans Neuner do Ocean, nenhum deles viu os restaurantes que chefiam no Algarve alcançar as muito cobiçadas três estrelas no poderoso guia vermelho.
O único restaurante novo que os inspectores consideraram "valer a viagem" (segundo a expressão que o próprio guia utiliza para descrever a classificação de três estrelas) nesta edição ibérica para 2014 foi o madrileno Diverxo de David Muñoz, que se junta assim ao G-7 da gastronomia espanhola formado pelos estabelecimentos distinguidos com três estrelas. São portanto oito os restaurantes que têm agora a distinção máxima. Com duas estrelas figuram 18 locais, enquanto o número de restaurantes com uma estrela ascende aos 147 - só nesta categoria foram 20 as novas entradas. Ao todo, são 172 moradas que a publicação gaulesa recomenda em Espanha na edição de 2014; já Portugal fica-se pela dúzia de estabelecimentos que, segundo os inspectores, merecem ser visitados por gastrónomos "encartados".
A imprensa espanhola vive com grande ansiedade a espera pelo anúncio das estrelas, e este ano não foi diferente. Televisões e rádios em directo, fizeram a antevisão do que poderia trazer de novo a edição Espanha & Portugal para 2014. A enorme expectativa gerada em torno de cada apresentação também se deve aos responsáveis pela publicação que todos os anos organizam a cerimónia numa cidade diferente, com grande empenho para que nenhum pormenor falhe. Os chefes “estrelados” da região onde se realiza o evento são convidados a preparar o jantar da cerimónia. O convite é recebido com deferência pelos cozinheiros e suas equipas, e ao mesmo tempo alimenta um pouco mais o star system em redor dos nomes sonantes.
No jantar volante servido em seguida está em destaque Eneko Atxa, o chef do Azurmendi que o ano passado surpreendeu tudo e todos ao entrar no grupo das três estrelas com o seu restaurante em Larrabetzu, na zona da Biscaia. A acompanhá-lo vão estar seis cozinheiros da região, todos classificados com uma estrela Michelin; Fernando Canales do Etxanobe, Roberto Asúa do Andra Mari, Jabier Gartzia do Boroa, Álvaro Garrido do Mina, Daniel García do Zortziko e Josean Alija do Nerua, situado no próprio Museu Guggenheim.
Michelin 2014
Restaurantes em Portugal com estrelas no Guia Michelin 2014
**
Ocean (Armação de Pêra)
Vila Joya (Albufeira)
*
Belcanto (Lisboa)
Casa da Calçada (Amarante)
Eleven (Lisboa) - reentrada
Feitoria (Lisboa)
Fortaleza do Guincho (Cascais)
Henrique Leis (Almancil)
Il Gallo d’Oro (Funchal)
L'And Vineyards (Montemor-o-Novo) - novo
Willie’s (Vilamoura)
Yeatman (Vila Nova de Gaia)
Perde a estrela
São Gabriel (Almancil)
Pode ler a notícia completa aqui.
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terça-feira, 10 de dezembro de 2013
Os produtos tradicionais em análise na Antena 1
O que seria uma miragem há muitos anos, é uma realidade nos dias de hoje. Tem aumentado o número de produtos tradicionais que estão a conseguir exportar para os mercados mais competitivos.
O programa, Portugal em Direto, da Antena 1, de ontém, foi averiguar, junto de alguns produtores nacionais, a sua opinião sobre os produtos tradicionais e os mercados internacionais.
A Bísaro - Salsicharia Tradicional, participou neste programa, dando o seu testemunho sobre a experiência relativamente à exportação.
Pode ouvir o programa: Portugal em Direto de 09 Dez 2013 - RTP Play - RTP
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quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Salon Savours | Paris
De 6 a 9 de Dezembro, estaremos em Paris, no salão gourmet: Salon de Saveurs - des plaisirs gourmands.
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A feira decorre no Paris Espace - Champeret. Venha fazer-nos uma visita.
Reconnu en matière de goûts, qualité et savoir-faire, le salon SAVEURS des plaisirs gourmands présente des spécialités gastronomiques répondant à une sélection haut de gamme et qualitative.
5 Bonnes raisons de visiter Savours:
1. Le rendez-vous annuel des terroirs à Paris
2. Deux éditions dédiées à la dégustation et la découverte de produits d'exception
3. Un voyage et une initiation au coeur des saveurs de nos régions
4. Un salon parrainé par un chef de renom : Guy Martin, acteur incontournable de la gastronomie française et internationale
5. Des ateliers et animations inédites pour vous initier à la préparation de mets d’exception et faire le plein d’idées pour vos festins de Noël et du nouvel an.
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sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Produtos DOP Não há no mundo outros iguais
O Publico.pt, noticia hoje que:
Produtos DOP
Produtos DOP
Não há no mundo outros iguais
A notícia dá um especial enfoque aos produtos de provenientes do porco bísaro, com uma entrevista à Eng.ª Carla Alves, da Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bísara (ANCSUB).
Na notícia pode ler-se:
"Foi em 1995 que Carla Alves se mudou para Vinhais, em Trás-os-Montes. Chegou com uma missão: recuperar uma raça de porcos que estava praticamente extinta, o porco bísaro. “Sabia que havia apenas duas raças autóctones de porcos em Portugal, o bísaro e o alentejano, mas a década de 90 foi a das grandes suiniculturas intensivas e essas raças estavam a desaparecer”, conta esta engenheira zootécnica cheia de energia.
Pôs-se então à procura, tentando localizar alguns animais. “Não havia produtores. Começo a correr o país à procura do porco bísaro que ainda pudesse existir e encontro alguns exemplares nas aldeias mais escondidas de Vinhais, de Bragança. Quando perguntava aos donos por que é que ainda tinham aquele porco, diziam-me que o guardavam porque era bom, e era o que eles comiam.” E assim, a partir desses poucos animais, começou um trabalho de recuperação da raça, que hoje já tem mais de 3000 porcas reprodutoras e que foi certificada como DOP (Denominação de Origem Protegida).
Enquanto Carla nos conta a sua história, ouvem-se atrás de nós os grunhidos de uns enormes e rosados porcos de raça bísara, com as características manchas negras e orelhas caídas por cima dos olhos. Estamos no Parque Biológico de Vinhais, situado no Parque Natural de Montesinho, onde existem exemplares das várias raças autóctones de Portugal. Em frente ao local dos porcos bísaros, estão javalis, do outro lado vacas, ao fundo veados.
A ideia de criar um parque biológico surgiu na sequência do sucesso do trabalho com o porco bísaro. Mas para o entender é preciso saber outra coisa sobre Vinhais: esta é a capital do fumeiro e aqui realiza-se uma concorrida Feira do Fumeiro. Foi, aliás, a preocupação com a qualidade dos produtos que se vendiam na feira que levou a câmara municipal a apoiar o projecto do porco bísaro. Carla Alves explica: “A feira, que existe desde 1981, tinha cada vez mais gente, vendia-se o salpicão a dez contos o quilo, mas ninguém controlava a qualidade do produto e a câmara estava preocupada.”
No tal ano de 1995, Carla instaurou um controlo de qualidade sobre os produtos de fumeiro, com uma prova do melhor salpicão e uma análise sensorial que permitia ter um retrato da qualidade do produto que estava na feira. Conclusão? “Havia um problema claro, que era o uso de matéria-prima de qualidade inferior. Não se pode fazer um produto de qualidade, tradicional, que até pode ser fumado à lareira, temperado como se fazia há 100 anos, se a matéria-prima de base não for de qualidade. É estar a fazer omoletes sem ovos.”
A solução era voltar a fazer o fumeiro tradicional com porco bísaro, como no passado. Mas com meia dúzia de porcos espalhados por aldeias longínquas era difícil. Começou então o esforço de convencer os produtores a deixarem outras raças — as estrangeiras — mais rentáveis e a voltar ao bísaro. “Não foi fácil. Pensei que a única maneira de dar uma mais-valia às pessoas para criarem o bísaro era pedir a protecção comunitária para os produtos de fumeiro.” Com a luz verde da União Europeia, nasceram assim o Fumeiro de Vinhais IGP (Indicação Geográfica Protegida) e o Porco Bísaro DOP.
A partir daí, um produtor que queira vender os seus produtos sob a designação Fumeiro de Vinhais fica obrigado a cumprir uma série de regras, entre as quais a da utilização de porco da raça bísara. Uma recente boa notícia para os produtores que arriscaram apostar nestes animais é a de que um dos produtos mais conhecidos de Trás-os-Montes, a alheira de Mirandela, que tinha apenas protegida uma receita, sem área geográfica delimitada, vai passar a ser uma IGP e para isso tem de usar produtos locais, desde o azeite transmontano ao porco bísaro. Mais uma opção de escoamento para uma carne que nos últimos anos fez duas conquistas importantes: a classificação DOP e a ligação a produtos com sucesso comercial.
Esta é uma história de sucesso de um DOP. Mas nem sempre é assim. Os produtos DOP ou IGP têm um discreto selo azul e amarelo que os identifica como tal. Não é fácil reparar no selo e há muitos consumidores que nem sequer conhecem a palavra DOP ou não sabem o que significa. E, no entanto, estes produtos são especiais, pertencem a um território que lhes dá características únicas, são portugueses e, mais do que isso, são alentejanos, transmontanos, minhotos, açorianos, ajudam a manter gente a trabalhar nessas regiões, transformam um território num sabor.
Não há outros iguais, portanto — mas não os valorizamos o suficiente. Em muitos casos, estamos a perdê-los. Quando desaparecem, é muito difícil recuperá-los novamente. Tal como existem línguas que se perdem para sempre, quando se perde um produto destes perde-se um sabor, uma ligação a um território, um pedaço de cultura. Pode fazer-se alguma coisa para evitar isso? Pode — é o que dizem as pessoas que conhecem bem esta realidade."
Pode ler a notícia na íntegra aqui.
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