quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Caça e Carnes, um artigo de Virgilio Gomes


O nosso querido transmontano e amigo gastrónomio Vírgilio Nogueiro Gomes, escreve esta semana no seu blogue uma crónica sobre a Caça e a Carne.

Clique na imagem para aceder a este excelente artigo.

 virgilio gomes

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

MINISTRO DA ECONOMIA LANÇA DESAFIO AOS EMPRESÁRIOS PARA QUE FAÇAM DO "PORTUGAL SOU EU" UM CATALISADOR DA ECONOMIA

“Lanço um apelo aos empresários e produtores aqui presentes, para que aproveitem as potencialidades do "Portugal Sou Eu" e continuem a fazer deste programa um catalisador da economia. O “Portugal Sou Eu” vai continuar à disposição de todos os que defendem com orgulho a qualidade única dos produtos portugueses e o talento das pessoas que trabalham diariamente para o reconhecimento da marca Portugal em todo mundo.” – foi com esta frase que o ministro da Economia, António Pires de Lima, encerrou os trabalhos do primeiro Fórum “Portugal Sou Eu” que decorreu dia 27 de novembro, no Centro de Congressos de Lisboa (CCL).     

O claro potencial de evolução do “Portugal Sou Eu” foi o tema central de uma tarde de debate e reflexão sobre o balanço e a estratégia futura do programa. Perante uma audiência com mais de 600 convidados, 26 oradores debateram a Portugalidade, as Potencialidades e os Benefícios do programa, e as suas Perspetivas Futuras, tendo contado com a moderação dos jornalistas Júlio Magalhães e Fernanda Freitas, embaixadores do “Portugal Sou Eu”.
Coube a Miguel Cruz, presidente do IAPMEI, aglutinar as diversas perspetivas debatidas e concluir que o “Portugal Sou Eu” é um instrumento relevante para elevar a notoriedade das empresas portuguesas no mercado interno e externo e consolidar a portugalidade junto dos consumidores. Durante a sua intervenção salientou que “para que o programa possa cumprir a sua função de desígnio nacional há que aliar criatividade ao estabelecimento de uma estratégia de longo prazo com um modelo de sustentabilidade que garanta a sua perenidade, focada nos principais objetivos do “Portugal Sou Eu”: contribuir para a melhoria da competitividade das empresas portuguesas, para a promoção do equilíbrio da balança comercial, para o combate ao desemprego e para o crescimento sustentado da economia”.
A abertura do programa ao setor dos serviços, o desenvolvimento do conceito ‘estabelecimento aderente’ para os sectores do comércio e da restauração e o alargamento do órgão operacional foram também formalmente comunicados pelo Presidente do IAPMEI, assim como algumas linhas de orientação estratégica para futuro. Miguel Cruz adiantou ainda que “O programa “Portugal Sou Eu” deve prosseguir o seu caminho, sem descontinuidades nem mudanças na sua identidade; deve ser intensificado o esforço de investimento para sensibilizar as empresas a reforçarem a incorporação nacional; e as redes de fornecedores entre as empresas devem ser potenciadas de forma a facilitar contactos entre empresas, dinamizando alternativas de incorporação nacional.”
Entre oradores e convidados foi consensual a ideia de que a portugalidade está na ordem do dia e as empresas têm que capitalizar esta tendência, correspondendo aos anseios e critérios de exigência dos consumidores.
No final do evento foi apresentado pela primeira vez o Fado “Portugal Sou Eu” - veja aqui o making of- , da embaixadora Cuca Roseta, e investida a nova embaixadora do Programa, a apresentadora Fátima Lopes.
Foi ainda assinado um protocolo com o INATEL para o desenvolvimento de projetos-piloto que permitem alavancar a atribuição do selo, em diversos setores de atividade.
Quase um terço das empresas aderentes ao programa marcou presença neste Fórum com uma exposição de produtos com o selo, em sectores tão diversificados como alimentação e bebidas, moda e acessórios, artesanato e lazer, entre outros. A exposição foi visitada pelo Ministro da Economia, António Pires de Lima, e pelo Secretario de Estado Adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, juntamente com os embaixadores presentes na sessão de encerramento Rosa Mota, Luis Buchinho, Justa Nobre, Júlio Magalhães, Fernanda Freitas, Fátima Lopes e Júlio Isidro, assim como por todos os participantes e convidados.


Os resultados dos estudos apresentados no Fórum "Portugal Sou Eu"
Durante o período da tarde foram apresentados os resultados de dois estudos sobre Portugalidade (Centro de Estudos de Gestão- CEGE- do ISEG) e Práticas de Incorporação Nacional (Augusto Mateus & Associados) e os primeiros resultados do estudo Da Produção à Comercialização (SPI- Sociedade Portuguesa de Inovação).
Estudo sobre Portugalidade - Seis em cada dez consumidores opta por produtos portugueses
Amostra: cerca de 1300 consumidores com mais de 16 anos
  • O conceito de Portugalidade está bem enraizado nos consumidores portugueses, sendo espontaneamente associado ao vinho, à gastronomia, à praia, ao sol, ao futebol, ao fado, à bandeira, à calçada portuguesa e aos nossos monumentos mais emblemáticos.
  • Portugal é visto como um país hospitaleiro, seguro e moderno ainda que desorganizado e excessivamente burocratizado.
  • A generalidade dos portugueses orgulha-se da sua nacionalidade, do seu passado histórico e das suas características culturais.
  • Cerca de 60% do universo do estudo refere que opta pela compra de produtos portugueses. Os consumidores mais jovens e os consumidores menos escolarizados são os que estão menos sensibilizados para a compra de produtos nacionais.
  • O setor da alimentação e bebidas está no topo das preferências dos produtos portugueses, seguindo-se o mobiliário, o calçado e os artigos de decoração/construção. No caso do setor das novas tecnologias os consumidores continuam a preferir produtos estrangeiros.
  • A qualidade e o preço lideram os critérios de decisão de compra dos consumidores portugueses, ainda que os critérios de decisão de compra de produtos estrangeiros sigam exatamente este mesmo padrão.
  • As motivações para a compra de produtos nacionais estão associadas à ideia de criar emprego, contribuir para uma economia forte, apoiar as empresas portuguesas, ajudar a melhorar o deficit, promover o orgulho nacional. O sabor e a facilidade de acesso afirmam-se também como valores que induzem a compra de produtos portugueses.
  • Os portugueses preferem comprar em lojas que tenham variedade de produtos portugueses e consultam regularmente os rótulos para identificar a origem dos produtos.
  • Cerca de 58% dos inquiridos pretende manter a quantidade de produtos portugueses comprada e 42% tenciona reforçá-la.
  • Os portugueses percecionam da mesma forma os diferentes símbolos de Portugalidade que encontram nas embalagens dos produtos, quer sejam Portugal Sou Eu, ou outros. Para os consumidores estes selos significam que o produto é total ou parcialmente produzido em Portugal.

Estudo sobre Práticas de Incorporação Nacional
Amostra: cerca de 100 empresas
  • A Portugalidade tem vindo a ganhar notoriedade e valor comercial junto do consumidor, e as empresas estão atentas a esta tendência.
  • O selo “Portugal Sou Eu” confere reconhecimento e notoriedade aos produtos aderentes, atestando que estes têm uma incorporação nacional superior a 50%.
  • A partir do momento em que o produtor decide que tem benefícios comerciais significativos em usar o selo “Portugal Sou Eu” a questão da incorporação nacional passa a ser prioritária no seu processo produtivo.
  • Para muitas das empresas aderentes ao “Portugal Sou Eu “, o processo de adesão foi natural e espontâneo porque os níveis de incorporação nacional já andavam perto dos 100% (caso das DOP).
  • Contudo, noutros casos, as empresas são obrigadas a refletir sobre os seus níveis de incorporação nacional para recolherem os benefícios da adesão.
  • Os benefícios da adesão não se circunscrevem apenas à utilização do selo. A adesão ao “Portugal Sou Eu” constitui também um esforço de comunicação coletivo, com enormes vantagens em termos de visibilidade para as empresas aderentes.
  • A iniciativa “Portugal Sou Eu” é considerada uma excelente plataforma para promover, de forma mais intensa, a internacionalização dos produtos portugueses e da marca Portugal, contribuindo decisivamente para um modelo coerente e integrado de promoção do país e da sua oferta.
  • É, ainda, a oportunidade de fazer parte de uma rede colaborativa que se está a consolidar e internacionalizar.

Primeiras conclusões do estudo Da Produção à Comercialização (ainda em curso)
Amostra: cerca de 600 retalhistas
  • A maioria dos retalhistas reconhece a excelência dos produtos de origem portuguesa, indicando que estes representam mais de 50% das suas vendas e defendendo que são melhores que os produtos estrangeiros;
  • Quase a totalidade dos retalhistas considera que o “Portugal Sou Eu” é importante para as empresas nacionais, para o negócio dos retalhistas e para os consumidores, contribuindo para o desenvolvimento da economia portuguesa e a valorização da produção nacional.
  • 60% dos retalhistas conhece ou pensa conhecer o “Portugal Sou Eu”, mas apenas 1/3 conhece ou pensa conhecer o selo (dos quais, metade confunde com outros selos);
  • Apenas 10% dos retalhistas familiarizados com o “Portugal Sou Eu” e produtos com o selo considera que os fornecedores conhecem a iniciativa e promovem os produtos do catálogo;
  • Cerca de 40% dos retalhistas tem os produtos “Portugal Sou Eu” misturados com outros produtos, não adotando ainda estratégias de comercialização diferenciadas para os vender.
  • A maior parte dos retalhistas adota contudo estratégias de negócio orientadas, maioritária ou exclusivamente, para a comercialização de produtos com origem nacional e reconhece vantagens na adesão à iniciativa “Portugal Sou Eu”;
  • Reconhece também que o trabalho que está a ser feito no sentido da sensibilização dos vários atores é relevante, desempenhando as empresas retalhistas um papel central.

Notícia original: site AIP

terça-feira, 25 de novembro de 2014

A Bísaro adere ao movimento: Vá lá, Portugal merece!

A Bísaro - Salsicharia Tradicional aderiu ao movimento: Vá lá, Portugal merece!

O movimento Vá lá, Portugal merece! procura, numa primeira fase, mobilizar empresas e instituições para esta iniciativa altruísta e, posteriormente, abrir o movimento ao público em geral.
vá lá portugal merece
“Vá lá, Portugal merece!” é um movimento que visa valorizar Portugal, os portugueses e tudo o que é português. A primeira iniciativa deste movimento pretendeu incentivar o consumo de produtos fabricados em Portugal”, no sentido de estimular a economia portuguesa e criar emprego.
O primeiro vídeo do movimento “Vá lá, Portugal merece!” foi lançado, recentemente, e apela à compra de produtos portugueses. O vídeo é protagonizado por crianças e adolescentes dos 2 aos 18 anos, familiares dos colaboradores da Altronix que, durante cerca de 2 minutos, respondem a várias questões relacionadas com a qualidade dos produtos portugueses e a forma de identificar que são produzidos em Portugal.


Estudos recentes demonstram a recetividade dos portugueses para a compra de produtos fabricados em Portugal. De acordo com um estudo de mercado da GfK Metris, realizado entre 7 e 18 de Março, quarenta por cento das pessoas preferem comprar produtos frescos portugueses e não importados, devido à sua maior qualidade (71%) e frescura (30%) e porque, deste modo, ajudam a economia nacional (43%).
Vários especialistas afirmam ainda que bastaria que cada português substituísse em somente 100 euros mensais as compras de produtos importados, por produtos fabricados no país, para que o problema de falta de crescimento económico de Portugal ficasse resolvido. Para a indústria representaria, só por si, um acréscimo superior a 12 mil milhões de euros por ano, ou seja, uma verba equivalente à da construção de um novo aeroporto de Lisboa e respetivas acessibilidades, a cada três meses.

Saiba mais sobre este movimento: 
http://www.valaportugalmerece.pt

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Guia Michelin 2015: Belcanto ganha a 2ª estrela, S. Gabriel recupera a perdida


Não podiam ser melhores as noticias para Portugal na mais recente edição do Guia Michelin Espanha e Portugal 2015, que acaba de ser revelado, em Marbella. O Belcanto de José Avillez ganha a 2ª estrela dois anos após a conquista do primeiro galardão.

Por sua vez, o São Gabriel, de Leonel Pereira, recupera estrela perdida no ano passado e Pedro Lemos estreia-se nestas andanças, ao conquistar a sua primeira estrela que é, também, a primeira para o Porto (cidade). Outra óptima notícia prende-se com o facto de todos os outros restaurantes manterem as suas estrelas. Que bien!

Parabéns a todos os restaurantes e Chefs.
Um grande abraço ao Chef Leonel Pereira, pela justíssima estrela.


domingo, 9 de novembro de 2014

Empresas portuguesas procuram visibilidade internacional em Paris



"Cada vez mais o mercado francês está inundado de produtos portugueses. Se o nosso produto não for realmente bom e diferenciador as pessoas não vão comprar", explicou Alberto Fernandes, administrador da salsicharia Bísaro, acrescentando que o objetivo é "dar a provar e adaptar o produto ao mercado".
Presença assídua nas feiras em França - este ano é a sétima - a empresa de Bragança, com 80 anos, pretende conquistar um lugar "em lojas de referência como as Galerias 'La Fayette'" e o investimento já começa a dar frutos com a presença na loja 'Lisboa Gourmet' na capital francesa.
"Em França, há sempre dois objetivos que são o mercado português - que é um mercado de proximidade e um pouco mais fácil ao nível de identificação do produto - mas o grande público-alvo é o francês porque tem uma grande cultura ao nível da charcutaria e do 'gourmet'", acrescentou Alberto Fernandes.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Festival Nacional de Gastronomia de Santarém

festival nacional gastronomia santarém

"De 17 de Outubro a 2 de Novembro, os visitantes poderão frequentar as 12 tasquinhas regionais, a exposição de produtos agroalimentares, o artesanato, as sessões de demonstração de confecção culinária, as apresentações e degustações de produtos regionais e as provas de vinhos. “Os restaurantes foram selecionados pelas entidades de turismo de cada região. Entidades que vão organizar dias temáticos. O facto do 34º. Festival Nacional de Gastronomia ter a duração de três semanas deve-se a um pedido dos proprietários dos restaurantes. Aceitámos o desafio, que servirá para avaliar qual a duração ideal para um evento desta natureza”, explica, por seu lado, Luís Farinha, membro do conselho de administração da Viver Santarém, empresa municipal escalabitana. O mesmo responsável acrescenta que não haverá espectáculos formais, mas principalmente pequenos apontamentos musicais e representações nos claustros e nas cavalariças da Casa do Campino. “Neste festival introduzimos algumas mudanças. O Festival tem vindo a cair de ano para ano, devido a uma série de factores. Gostaríamos, nesta 34ª. edição de ir mais longe, mas devido à reestruturação da empresa Viver Santarém não nos foi possível. Para nós, esta será a edição zero”, vincou."

Como é tradição, a Bísaro - Salsicharia Tradicional, marca presença neste importante evento de promoção da gastronomia nacional.