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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Gastronomia de Trás-os-Montes candidata a Património da Humanidade

A Gastronomia de Trás-os-Montes e Alto Douro vai ser candidatada a Património Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco, anunciaram hoje os promotores.

As promotoras são três associações locais de desenvolvimento local, a Desteque, Corane e Douro Superior, que representam a maioria dos municípios de toda a região e que vão fazer a apresentação pública da pretensão na sexta-feira.
A Comissão Executiva será presidida por Duarte Moreno, presidente da Câmara de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, e da Desteque, para quem na próxima sexta-feira será dado "o primeiro passo em direção a um objetivo antigo das gentes de Trás-os-Montes e Alto Douro", que se pretende culmine em março de 2018 com a apresentação formal da candidatura à UNESCO.
"Esta candidatura da nossa gastronomia a tão elevada distinção certamente unirá à volta deste desígnio todos os filhos destas terras, os que cá estão e toda a nossa diáspora", acredita o autarca transmontano.
gastronomia transmontana

Duarte Moreno está convencido de que "faz parte da cultura identitária (transmontana) saber responder a estes desafios, que tanto valorizam a nossa forma de ser e estar, como promoverão certamente um futuro com mais oportunidades".
Os pormenores da candidatura são remetidos para a apresentação pública, na Quinta do Romeu, em Mirandela, tendo sido revelado que a Comissão de Honra será presidida pelo destacado transmontano, Adriano Moreira, que participará na sessão de divulgação.
A Comissão Executiva, divulgaram os promotores, será liderada por Duarte Moreno e integrará os presidentes da Douro Superior e da Corane, o empresário Dinis Alves Cordeiro e o autarca António Fidalgo Martins.
A Comissão Técnica da candidatura será liderada por Carlos Laranjo Medeiros, que já coordenou e desenvolveu outras candidaturas idênticas a distinções da UNESCO, o organismo das Nações Unidas para a Ciência, Cultura e Educação.
Na sessão de apresentação será feita a caracterização da manifestação cultural e o seu âmbito geográfico, divulgados elementos da candidatura, bem como o desenvolvimento de um plano de salvaguarda e promoção deste património.
A Candidatura da Gastronomia e dos Produtos da Terra Ligados à Alimentação de Trás-os-Montes e Alto Douro a Património Cultural Imaterial da Humanidade apresentará também as linhas de um programa de envolvimento das gentes e entidades transmontanas e alto-durienses neste processo.
Leia a notícia completa: Notícias ao Minuto

sábado, 12 de março de 2016

Está quase aí a Páscoa. Aceite o nosso desafio


A #Páscoa está quase aí, e por que queremos que a celebre da melhor forma, lançamos-lhe um desafio:* Publicar...
Publicado por Bísaro em Sábado, 12 de Março de 2016

domingo, 28 de abril de 2013

Carne para todos os gostos


A tradição ainda é o que era lá para os lados de Gimonde, onde a matança do porco reuniu dezenas de apreciadores.



Eram oito da manhã e a temperatura marcava uns estonteantes cinco graus negativos. A viagem de Bragança a Gimonde foi prolongada pelo gelo que se encontrava dissimulado na estrada. Depois, até à Quinta das Covas, foi um saltinho, apesar das curvas estreitas e sinuosas após se tomar o desvio. A acompanhar a vista, movia-se uma paisagem branqueada pela geada e pelo frio de cortar a respiração. 
Alberto Fernandes foi o primeiro a chegar e os restantes convivas começariam a chegar a conta gotas, fazendo-se antever uma manhã bem comprida, até porque o frio gelava até os mais resistentes que, ao chegarem, iam procurando o conforto de duas lareiras que demoravam em brotar calor.
Com cerca de 25 elementos prontos para a matança, o porco não tardou em dar um ar da sua graça. Criado no campo, com cerca de 90 quilos, o animal estava relutante em sair do atrelado, como se adivinhasse o futuro fatídico que lhe estava destinado naquela manhã típica de Inverno transmontano.

Edição de 17-01-2012